Enquanto o sol
Não se põe
Mesmo sendo
Quase sete horas da noite.
Enquanto tomo chá
Como pão de queijo
E escrevo.
Posso pensar,
Ousar, sonhar
Decidir.
Posso não fazer nada
Posso ser o que quiser
E posso querer não ser nada.
No entanto,
Em algum momento na vida
Queremos ser alguém
Ou ter significado para alguém.
Durante muitos anos escrevi poesias. Porém, ao passar dos anos, acabei direcionando minha escrita para contos e crônicas. Nada melhor que um blog para compartilhar essas idéias e maluquices que povoam o nosso imaginário, sem excluir a poesia do dia a dia.
domingo, 29 de novembro de 2009
Espinhos
Desisti de esperar
Que circunstâncias ruins
Desapareçam.
Resolvi viver
Qual rosa
Que desabrocha,
Tem perfume, beleza
E um talo cheio de espinhos.
Desisti de esperar
Que façam
O que é minha responsabilidade.
Compreendi que a vida
Como a rosa tem seus espinhos.
Compreendi que reagir a dor
É entender que rosas são flores
E que algumas flores,
Não têm espinhos.
Que circunstâncias ruins
Desapareçam.
Resolvi viver
Qual rosa
Que desabrocha,
Tem perfume, beleza
E um talo cheio de espinhos.
Desisti de esperar
Que façam
O que é minha responsabilidade.
Compreendi que a vida
Como a rosa tem seus espinhos.
Compreendi que reagir a dor
É entender que rosas são flores
E que algumas flores,
Não têm espinhos.
Último Beijo
Quem garante
Não ser esse
O nosso último beijo?
Quem saberá
O momento do último carinho,
Do último suspiro?
Que importância
Tem o ar que respiro
Ou o ser humano
Que admiro?
Quando gestos e atitudes
São esquecidos?
Quero que meu último beijo
Seja selo da vida solidária.
Quero que meu último beijo
Seja o gesto tranquilo
De quem amou porque viveu.
Seja a gratidão de quem
Compreendeu o significado da vida.
Não ser esse
O nosso último beijo?
Quem saberá
O momento do último carinho,
Do último suspiro?
Que importância
Tem o ar que respiro
Ou o ser humano
Que admiro?
Quando gestos e atitudes
São esquecidos?
Quero que meu último beijo
Seja selo da vida solidária.
Quero que meu último beijo
Seja o gesto tranquilo
De quem amou porque viveu.
Seja a gratidão de quem
Compreendeu o significado da vida.
Frases
"Para o homem que sabe ver não há tempo perdido; o que para outros seria tempo ocioso, para ele é tempo de observação."1797-1863 Alfred de Vigny
"A tragédia do homem é o que morre dentro de si enquanto ele ainda está vivo." Albert Schweitzer
"A gentileza não custa nada e mesmo assim compra coisas de valor incalculável." Anônimo
"Para as questões de estilo, nade segundo a correnteza; nas questões de principios, seja sólido como uma rocha"Thomas Jefferson
" A maior recompensa para o trabalho do homem não é o que ele ganha com isso, mas o que ele se torna com isso. John Ruskin
"Quando falares, cuida para que tuas palavras sejam melhores que o silêncio. Provérbio Indiano
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Migrante
Filomena, Raimundo, Nonato
Joaquim, Pedro, Manoel, João
Das Dores, Das Merces, Da Baiana!
Do nordeste, da África, Espanha ou Portugal...
Do asfalto, da ladeira
Do alto, da travessa
Da Conceição.
Do passado e presente
Ao longo do caminho
Da nova concepção do espaço
Da migração, da mutação
Do estilhaço retirado da centralidade
Da função percebida no espaço
Da visão de abrigo concebida para o espaço.
Filomena, Raimundo, Nonato
Joaquim, Pedro, Manoel, João
Dos filhos, netos, bisnetos,trinetos
Brasileiros, cariocas, do Morro da Conceição.
Joaquim, Pedro, Manoel, João
Das Dores, Das Merces, Da Baiana!
Do nordeste, da África, Espanha ou Portugal...
Do asfalto, da ladeira
Do alto, da travessa
Da Conceição.
Do passado e presente
Ao longo do caminho
Da nova concepção do espaço
Da migração, da mutação
Do estilhaço retirado da centralidade
Da função percebida no espaço
Da visão de abrigo concebida para o espaço.
Filomena, Raimundo, Nonato
Joaquim, Pedro, Manoel, João
Dos filhos, netos, bisnetos,trinetos
Brasileiros, cariocas, do Morro da Conceição.
Prainha
Da Prainha mesmo
Ficou o largo e o nome do santo
Francisco da Prainha.
Ponto de encontro
Dos Escravos da Mauá
Ao lado do Santo Cristo.
Saúde.
Ponto de encontro
Do velho e do novo
Da horizontalidade dos sobrados
Das rugosidades,
Das próteses
Que o tombamento histórico
Não conseguiu inibir.
Ponto de Encontro
Do menino estiloso
Que sentado na garrafa pet
Subindo a ladeira
Com bandana vermelha na cabeça
Escorrega na Pedra do Sal.
Obs: Prainha e Migrante, são textos publicados na dissertação de Mestrado do Professor Alex Magalhães cujo tema foi o Morro da Conceição no Centro do Rio de Janeiro.
Os termos rugosidades e horizontalidades, estão associados a geografia, sinalizando modificações em prédios antigos.
Ficou o largo e o nome do santo
Francisco da Prainha.
Ponto de encontro
Dos Escravos da Mauá
Ao lado do Santo Cristo.
Saúde.
Ponto de encontro
Do velho e do novo
Da horizontalidade dos sobrados
Das rugosidades,
Das próteses
Que o tombamento histórico
Não conseguiu inibir.
Ponto de Encontro
Do menino estiloso
Que sentado na garrafa pet
Subindo a ladeira
Com bandana vermelha na cabeça
Escorrega na Pedra do Sal.
Obs: Prainha e Migrante, são textos publicados na dissertação de Mestrado do Professor Alex Magalhães cujo tema foi o Morro da Conceição no Centro do Rio de Janeiro.
Os termos rugosidades e horizontalidades, estão associados a geografia, sinalizando modificações em prédios antigos.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Linda


A cidade onde moro
É linda.
Alguns a chamam
Maravilhosa.
Maravilhoso é algo
Excelentemente bom
E quase indizível.
Não consigo vê-la assim,
Para mim ela é linda.

Linda como um filho
É lindo no olhar de seus pais.
Linda porque amada
E vista com ternura.
Com o meu pai,
Aprendi a descobrir a cidade,
Viajar de trem rumo ao Centro,
Rolar na grama no Campo de Santana
Correndo atrás das cutias.
Andar pelas ruas e praias
Descobrindo a sua geografia,
Atravessando os subúrbios rumo á zona sul.
Andar de bonde pelas ladeiras de Santa Teresa.
De barca e aerobarco na Praça Quinze.
Assistir ao pôr-do-sol nas pedras do Arpoador
Ou nos degraus da Praia do Leblon.
A cidade onde moro
É linda.
Linda em seus contrastes,
Linda em suas possibilidades.
Primavera
Um dia
Voltarei à Suiça
E viverei o momento mágico
Do florescer das tulipas,
Do reverdecer das castanheiras.
Um dia
Estarei no momento exato
Em que o longo
E tenebroso inverno
Que resseca e desnuda a plantação
Dará lugar a primavera.

E o sentimento de desolação e abandono
Será apenas uma lembrança.
Sei que a vida como a natureza
Tem o seu ciclo
E vindo a primavera
Só florescerei
Se a Raiz estiver firme,
Fixada em boa terra
Como fruto da boa semente.
Dilema
Queria poder
Guiar os teus passos,
Mas tu decidirás
Como e por onde ir.
Queria não impor
Meu ponto de vista
E abrir espaço
Para buscares o novo.
Mas o novo
Inclui dor e crescimento.
Aflito,
Solto as amarras da paternidade
E permaneço ao teu lado
Rumo ao futuro.
Guiar os teus passos,
Mas tu decidirás
Como e por onde ir.
Queria não impor
Meu ponto de vista
E abrir espaço
Para buscares o novo.
Mas o novo
Inclui dor e crescimento.
Aflito,
Solto as amarras da paternidade
E permaneço ao teu lado
Rumo ao futuro.
Enquanto Dormes

Velo o teu sono
Com zelo, desvelo.
Penso no futuro
Imagino o desenrolar
De um novelo,
Mas parece uma solução
Para rimar o verso;
Uma rima óbvia
E a vida não é assim.
Velo o teu sono
Com amor e temor
Imagino os teus sonhos
E anseio que a menina
Acorde criança.
Velo o teu sono
Com zelo, desvelo
E imagino a adolescencia
O futuro e o amadurecer
Da mulher que há em ti.
Velo o teu sono
Sonho com valores
E referências
Que gerem em ti
Um ser humano
Digno e feliz.
Com zelo, desvelo.
Penso no futuro
Imagino o desenrolar
De um novelo,
Mas parece uma solução
Para rimar o verso;
Uma rima óbvia
E a vida não é assim.
Velo o teu sono
Com amor e temor
Imagino os teus sonhos
E anseio que a menina
Acorde criança.
Velo o teu sono
Com zelo, desvelo
E imagino a adolescencia
O futuro e o amadurecer
Da mulher que há em ti.
Velo o teu sono
Sonho com valores
E referências
Que gerem em ti
Um ser humano
Digno e feliz.
Quietude
Pensei que a poesia
Exigisse novas palavras
E que a quietude
Um novo
E requintado vocabulário.
Então, respirei fundo
E desfrutei da paz.
Trocadilho
Habito
Por força do hábito
No trocadilho infame
Que acentua a sílaba
E modifica a palavra.
Relato com normalidade
O gesto agressivo,
O condicionamento sociomoral
Que da justiça e da paz
Tem cortado o cordão umbilical.
Por força do hábito
No trocadilho infame
Que acentua a sílaba
E modifica a palavra.
Relato com normalidade
O gesto agressivo,
O condicionamento sociomoral
Que da justiça e da paz
Tem cortado o cordão umbilical.
GENTE
Gosto de gente
Gosto do riso das pessoas
Da gargalhada livre
Do encontro,do reencontro
Da saudade, da amizade.
Gosto de vê-las,
Gosto da maneira como refulgem
Gosto do jeito como se esforçam.
Gosto de gente
Mas tem pessoas
Com as quais antipatizo,
Tem pessoas que me irritam.
São apenas sentimentos contraditórios?
São apenas diferenças inerentes ao espírito humano?
A reflexão é um mergulhar na marginalidade da alma?
Uma espécie de delírio ou loucura consentida?
Amigo, continuo pensando.
Gosto do riso das pessoas
Da gargalhada livre
Do encontro,do reencontro
Da saudade, da amizade.
Gosto de vê-las,
Gosto da maneira como refulgem
Gosto do jeito como se esforçam.
Gosto de gente
Mas tem pessoas
Com as quais antipatizo,
Tem pessoas que me irritam.
São apenas sentimentos contraditórios?
São apenas diferenças inerentes ao espírito humano?
A reflexão é um mergulhar na marginalidade da alma?
Uma espécie de delírio ou loucura consentida?
Amigo, continuo pensando.
IGUALDADE
O ator iniciante confessa
Queria ser muito feio
Ou muito bonito
Odeio ser normal,
Odeio ser igual
Odeio não ter
O padrão globalizado.
É tão triste
Ver talento e profissionalismo
Serem substituídos
Pela beleza de um padrão
De qualidade imposto.
Queria que o critério
Fosse diferente
Queria que o critério
Fosse fruto e consequência do trabalho.
MARGARIDA

Margarida é nome de flor
E nome de mulher.
A Margarida mulher
Era negra e pobre
Ganhou esse nome
Por causa da flor.

Simples e quase analfabeta
Margarida ensinou-me a cozinhar
Quitutera acostumada a trabalhar,
Em casa de gente rica,

Em casa inventava
As receitas mais loucas
supria a falta de ingredientes
Substituindo margarina por óleo
diminuía a quantidade de ovos
Mexia tudo e no final
O cheiro das guloseimas
Invadia o ambiente.
Margarida cuidava de mim
Ajudava-me a crescer
A Margarida mulher feneceu
E hoje é flor no jardim da memória.
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Canção
Quem conhece
O tempo na escala musical
Da canção que rege a vida
E movimenta o universo?
Quem escolherá o tom
Do cantico a ser entoado
Para cada vida
Para cada canção?
Que notas formarão
O som que encanta
Emociona e encoraja
Quando a música da vida
Desafina, semitona?
Ó Espírito Santo de Deus
Afina nossas vidas
Com o teu diapasão
Para que a melodia
De nossas vidas
Seja harmoniosa a cada dia.
O tempo na escala musical
Da canção que rege a vida
E movimenta o universo?
Quem escolherá o tom
Do cantico a ser entoado
Para cada vida
Para cada canção?
Que notas formarão
O som que encanta
Emociona e encoraja
Quando a música da vida
Desafina, semitona?
Ó Espírito Santo de Deus
Afina nossas vidas
Com o teu diapasão
Para que a melodia
De nossas vidas
Seja harmoniosa a cada dia.
Esquecimento
Existem crianças com muito cabelo
Existem crianças sem cabelo
Existem crianças com pouco cabelo.
Existem crianças cujo cabelo está caindo.
Crianças cuja vida
Está por um triz
Crianças sem pais,
Paz ou país.
Crianças cancerosas ou febris
Crianças indefesas
Das quais esqueci.
Existem crianças sem cabelo
Existem crianças com pouco cabelo.
Existem crianças cujo cabelo está caindo.
Crianças cuja vida
Está por um triz
Crianças sem pais,
Paz ou país.
Crianças cancerosas ou febris
Crianças indefesas
Das quais esqueci.
Meninas
A minha mãe
Já foi menina,
Já foi pequenina.
Hoje meninas
São mães precocemente.
Existe um momento exato
De deixar de ser menina?
Em que momento
A menina vira mulher?
A relação sexual,
Faz da menina mulher?
Já foi menina,
Já foi pequenina.
Hoje meninas
São mães precocemente.
Existe um momento exato
De deixar de ser menina?
Em que momento
A menina vira mulher?
A relação sexual,
Faz da menina mulher?
Abandono
Cena Urbana
Num dos becos
Do Centro da cidade
Um grupo de ciganas
Faz um corredor
Tentam prever o futuro.
Um menino de rua
De não mais que dez anos
junta-se ao grupo
Totalmente integrado a cena
vendo a quantidade de pessoas
Se desvencilhar do toque cigano.
Solidários na rejeição
Uma das ciganas e o menino
Dividem conformados o único cigarro.
Do Centro da cidade
Um grupo de ciganas
Faz um corredor
Tentam prever o futuro.
Um menino de rua
De não mais que dez anos
junta-se ao grupo
Totalmente integrado a cena
vendo a quantidade de pessoas
Se desvencilhar do toque cigano.
Solidários na rejeição
Uma das ciganas e o menino
Dividem conformados o único cigarro.
Coreografia
Então minhas mãos
Entrelaçaram as tuas
E o teu olhar
Prendeu o meu
E como num filme
Vi a vida
Através da tua retina.
Então a minha boca
Se perdeu na tua
E a minha pele corpo
Minha pele alma foi aquecida
Tocada com ternura.
Então os acordes da canção da vida
Imprimiram o ritmo
Porque tínhamos um alvo.
Então nossos pés
se firmaram na caminhada
E onde aparentemente
Não havia nada
Vislumbramos a longa estrada
E a percorrê-la contigo por toda a vida
Fizeste de mim a mulher amada.
Entrelaçaram as tuas
E o teu olhar
Prendeu o meu
E como num filme
Vi a vida
Através da tua retina.
Então a minha boca
Se perdeu na tua
E a minha pele corpo
Minha pele alma foi aquecida
Tocada com ternura.
Então os acordes da canção da vida
Imprimiram o ritmo
Porque tínhamos um alvo.
Então nossos pés
se firmaram na caminhada
E onde aparentemente
Não havia nada
Vislumbramos a longa estrada
E a percorrê-la contigo por toda a vida
Fizeste de mim a mulher amada.
Amar Demais
Sempre tive medo
De amar demais
De amar mais do que deveria
Como se amar fosse só doar
Fosse só doer.
Enquanto não me deixar morrer
Amar será aprender a ver.
Olhar o profundo da alma,
Discernir a tênue linha
Entre fragilidade e equilíbrio.
Enquanto não me deixar morrer
Compreederei que há maneiras
Reaprender a lidar com as mágoas
Porque o amor exige ternura,
Paixão, compaixão e muita vontade de viver.
De amar demais
De amar mais do que deveria
Como se amar fosse só doar
Fosse só doer.
Enquanto não me deixar morrer
Amar será aprender a ver.
Olhar o profundo da alma,
Discernir a tênue linha
Entre fragilidade e equilíbrio.
Enquanto não me deixar morrer
Compreederei que há maneiras
Reaprender a lidar com as mágoas
Porque o amor exige ternura,
Paixão, compaixão e muita vontade de viver.
Significado
Quero a serenidade
Dos que se sabem amados
Quero confrontar
Poder e crucificação
Nã0 quero a utopia científica
Nem o ópio religioso
Quero o gesto verdadeiro
Quero o real significado
Do gesto do crucificado.
Dos que se sabem amados
Quero confrontar
Poder e crucificação
Nã0 quero a utopia científica
Nem o ópio religioso
Quero o gesto verdadeiro
Quero o real significado
Do gesto do crucificado.
Fotografia do Medo
Queria te contar
Que também tenho medo
Que às vezes saio pelas ruas
E vejo as pessoas
Assustadas e sem esperança.
Queria te dizer
que às vezes tremo
Quando olho meninos sujos
vagando pelas ruas da cidade
E me assusto
Com o condicionamento sócio-cultural
Que faz vir à tona
Um sentimento de rejeição
Associado a cor das pessoas
Ou ao modo como estão vestidas
Porque sei que isso
Não é motivo suficiente para temê-las
Mas o sentimento é real.
Então por um momento
Fecho meus olhos
E penso no significado da vida
E me recuso ser refém do medo
Porque creio num Deus
Que me permite
Ver além das circunstâncias contrárias
Sei que posso ir adiante.
Que também tenho medo
Que às vezes saio pelas ruas
E vejo as pessoas
Assustadas e sem esperança.
Queria te dizer
que às vezes tremo
Quando olho meninos sujos
vagando pelas ruas da cidade
E me assusto
Com o condicionamento sócio-cultural
Que faz vir à tona
Um sentimento de rejeição
Associado a cor das pessoas
Ou ao modo como estão vestidas
Porque sei que isso
Não é motivo suficiente para temê-las
Mas o sentimento é real.
Então por um momento
Fecho meus olhos
E penso no significado da vida
E me recuso ser refém do medo
Porque creio num Deus
Que me permite
Ver além das circunstâncias contrárias
Sei que posso ir adiante.
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